O bom Marketing
Início esta semana com enorme prazer, em representação da Daemon Quest, uma colaboração com o Diário Económico, que, estou certo, será longa e frutífera. Recém instalados em Portugal, as nossas primeiras impressões não fazem senão corroborar as perspectivas favoráveis que a Daemon Quest tinha, quando decidiu apostar neste apaixonante mercado. Cremos cegamente nas enormes possibilidades de crescimento das empresas presentes em Portugal e no seu grande potencial para desenvolver Estratégias de Clientes, Marketing e Vendas, adequadas que é a nossa missão e a nossa profissão.
Quando me perguntam porque confio tanto no Marketing como motor de crescimento empresarial, respondo sempre: “porque tudo é Marketing”. A roupa que vestimos, o automóvel que conduzimos, a casa que habitamos é Marketing. Silenciosa e inteligentemente, o Marketing impregna as nossas vidas.
De um tempo a esta parte associou-se erroneamente as disciplinas de Marketing e Vendas com a alienação do consumidor; com a tirania das marcas; com o bombardeamento publicitário. Não nos equivoquemos: isso é mau Marketing e nós apostamos num Marketing bem feito, que seja muito mais do que uma máquina de vender: que seja arte e ciência, ao mesmo tempo. Perante o “mau Marketing”, o “bom Marketing” deve permitir conhecer a fundo os clientes; as suas motivações e necessidades; as suas atitudes e as suas preferências; e não, como se pode pensar equivocadamente, para vender produtos e serviços a todo o custo, mas para que os clientes tenham exactamente o que necessitam, quando o necessitem. A missão do bom Marketing é que aquilo que os clientes recebem se aproxime o mais possível àquilo que esperam receber. Se o cliente é o Rei, o Marketing deve ser o seu súbdito.
Ao longo de minha trajectória profissional, compreendi que o Marketing não é essa assinatura “fácil” de “recorta, pinta e enfeita” que muitos nos quiseram contar. Como disse, o bom Marketing é arte e é ciência; tem muito de intuição, mas também muito de conhecimento empírico. É, pois, necessário que os profissionais do sector se rodeiem de gente que sabe mais do que eles para recrear um “Novo Marketing”. Na Daemon Quest temos apostado, por exemplo, numa equipa na qual há “marketeers”, mas também científicos de prestígio, estatísticos, geógrafos, matemáticos, ou engenheiros de sistemas para conseguir conhecer o cliente a fundo: com o sexto sentido inerente a todo o bom profissional do Marketing, mas também com o rigor irrefutável dos dados.
É hora do Marketing e Vendas serem dotadas de prestigio e acederem aos escalões onde se decide a estratégia da empresa, uma vez que qualquer empresa pode ter o melhor produto ou serviço do mundo, mas se não o sabe vender, todos os seus esforços terão sido em vão.
Vender mais e melhor é possível. Muitas empresas estão a fazê-lo de forma brilhante, no mercado português. São as vencedoras, aquelas que a concorrência se empenha em imitar, sem se dar conta mesmo que as suas ferramentas estejam ao alcance de todos.
Algumas pistas, que iremos desenvolvendo no futuro, dentro deste novo espaço: A sua empresa identificou os seus melhores clientes? Especifico: não os que mais dinheiro gastam nela, mas os mais rentáveis. Mais pistas: A sua empresa sabe que clientes, que nomes e apelidos estão prestes a migrar para a concorrência? Os seus directores comerciais têm a certeza de contar com uma rede de vendas bem dimensionada e presente nas áreas geográficas susceptíveis de gerar maiores receitas? A sua empresa tem claro quais são esses clientes com os quais vale a pena investir em planos de fidelização? Você conhece bem o valor real e o potencial de percurso na sua empresa que tem cada um dos seus clientes? A sua empresa conta com dados rigorosos sobre os mercados nos quais planeia investir?
As respostas a todas estas perguntas constituem os pilares sobre os quais se está a construir uma nova forma de fazer “bom Marketing”. Convido-os, desde hoje, a reinventarmos juntos, a partir daqui, a arte de vender. O desafio é fabuloso, mas os resultados, também.