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The Marketing Intelligence Review nasce com uma periodicidade trimestral com os profissionais sobre os quais recai a responsabilidade de tomar decisões estratégicas nas suas empresas. As páginas desta publicação pretendem converter-se num fórum de debate e, sobretudo, de análise e investigação em torno da figura do cliente e a sua repercussão na gestão empresarial.
A partir das páginas desta publicação, queremos aproximar dos nossos leitores a actualidade do mundo da Estratégia de Marketing e Clientes, uma disciplina na qual a Daemon Quest é pioneira em Espanha. Desde a sua criação, a empresa ocupou um importante vazio no campo da análise da informação e da gestão empresarial, e demonstrou a importância do conhecimento do cliente para o êxito no caminho de qualquer empresa.
Neste primeiro número, analisamos a viabilidade da orientação para o cliente como aspecto crítico para a empresa. Em numerosas ocasiões, quis-se planear esta questão como algo enquadrado dentro de uma nova corrente de gestão que, como todas as modas, alcança um momento com pouco interesse para logo se diluir. Não é este o caso. Perante as teorias que se decantam à volta do foco no produto e nas vendas, a aposta no cliente demonstrou ser o ponto de partida necessário para a correcta gestão de qualquer organização que queira manter umas possibilidades reais de crescimento, tanto a curto como a longo prazo.
Guiadas pela mão de consultoras e fabricantes de software, o termo CRM e a tecnologia a ele associada converteram-se na nova panaceia com a qual se evangelizou as empresas de meio mundo para as convencer de que nestas aplicações estava a solução dos seus problemas. No entanto, dados da Daemon Quest permitem determinar que o erro no enfoque destas implantações levou a que os projectos de CRM tivessem fracassado em 70% dos casos.
A tecnologia pressupôs um importante avanço no terreno do conhecimento do cliente e, sem dúvida, abriu novas possibilidades desconhecidas até à data , mas não é uma solução “por si” ao problema da saturação informativa. Não que culpar os fabricantes de ERP’s nem os integradores de sistemas por esta situação, porque o erro esteve nos que mentiram às empresas ao lhes assegurar que, sem necessidade de uma mudança cultural, era possível orientar a empresa para o cliente por obra e graça de um pacote de software que, além disso, necessita de pessoal especialista que actualize, mantenha e tire o máximo partido da tecnologia. Perante este frustrante e caríssimo problema, a solução que se planeia é de outsourcing das análises dos dados de clientes, que permite obter a informação preparada para tomar decisões sem grandes investimentos.
Além deste estudo, encontrará informação detalhada sobre um caso prático da empresa Tesco, que soube sair de uma séria crise de mercado graças a uma política de orientação para o cliente. Na secção “Facts & Figures”, destacamos as principais conclusões de um novo relatório da Universidade de Berkley sobre o volume de informação que se produz no mundo em cada ano. Finalmente, reunimos as noticias mais destacadas do sector da Estratégia de Marketing e Clientes, recomendamos algumas das leituras mais interessantes sobre este tema e reunimos várias citações profissionais chave neste arranque do ano.
Dou as boas vindas a esta publicação, e confio que possamos continuar a contar com o seu interesse e atenção nos próximos números.