Que o cliente, a pessoa, o cidadão, etc. é a prioridade para qualquer empresa, neste momento já não é mistério para ninguém. Mas no caso da administração pública continua a sê-lo. Um serviço tão imprescindível e tão usado como o da administração pública tem necessidade de transparência, rapidez, bom modelo de gestão e sobretudo solução pragmática.
Quem é que ainda não se queixou por um tratamento indiferente na administração, pelo atraso no tempo e sobretudo pela falta de formas e normas. Todos. E todos nós temos uma opinião precisa do que se tem que fazer e, sobretudo, como. A resposta que procuramos tem nome, eficiência, e tem apelido, rapidez. O problema surge quando ambos os termos não se dão as mãos. E isto acontece na maior parte das vezes. Daí o dilema. O que é mais importante: uma boa gestão ou uma solução simples no momento em que dela necessitamos? A resposta é as duas.
Um bom modelo de gestão deveria ser a prioridade em qualquer caso. E para se conseguir um bom modelo de gestão, rápido e eficaz, torna-se necessário o estabelecimento de objectivos e sobretudo o controlo dos resultados. Para tal é fundamental um novo modelo de administração pública que passa por um estabelecimento de prioridades de objectivos que permita concretizar as orientações do governo a médio e longo prazo e que se ajuste às necessidades de um cidadão cada vez mais exigente. Mas, além do seguimento dos resultados, a inovação é a outra arma para a boa gestão.
A inovação no sector público não é maniqueísta. A função básica consiste em aperfeiçoar o processo de tomada de decisões para assim se conseguir a atribuição eficiente de recursos e melhorar a vida dos cidadãos. Por isso, a inovação e o controlo das necessidades de cada indivíduo no sistema público converteram-se numa necessidade estratégica. E porquê? Porque sem a necessária sinergia entre público e actor que pode ser desenvolvida através da inovação, a efectividade de cada acção fica limitada.
Há vários anos que o modelo tradicional de acção governamental concentrou a sua atenção no seguimento de regras e actuações, mas não prestou atenção suficiente ao estabelecimento de objectivos nem ao controlo dos resultados. Abre-se uma nova era. Agora, o novo modelo de administração pública deve procurar conseguir uma acção sinérgica e coerente de todas as suas estruturas que se baseie num conjunto de objectivos prioritários que correspondam exactamente às necessidades do cidadão. Além disso, este sistema de gestão por objectivos desenvolve mecanismos eficazes de seguimento dos resultados, que permitem avaliar constantemente a eficácia das actuações.
Mas para tal é necessária uma ferramenta de controlo que permita uma visão interdisciplinar das actuações públicas, que fomente fórmulas de trabalho partilhado entre os diferentes departamentos do governo e estratégias de cooperação com as restantes administrações públicas e com a sociedade civil. O que é necessário que fique claro é que a inovação na administração pública só é possível a partir da própria organização e se deve basear na participação de todos. O objectivo para que se deve tender consiste em poder-se contar com uma função pública dinâmica e inovadora composta por pessoas motivadas e que trabalhem com objectivos partilhados, com um nível de autonomia mais elevado e com mais responsabilidade.
A difusão interna e externa dos objectivos e dos resultados da acção do governo é outro factor importante, dado que de alguma forma promove a integração plena dos trabalhadores nos diferentes níveis da gestão pública e, por outro lado, permite que os cidadãos participem mais activamente nos assuntos públicos, assim como contribuam para a avaliação e a orientação da acção do governo. A administração converte-se assim numa ferramenta do Governo ao serviço das pessoas.